Uma pesquisa da ONG ChildLight revelou que, nos últimos 12 meses, mais de 300 milhões de crianças em todo o mundo foram vítimas de exploração ou abuso sexual online, incluindo a produção e distribuição não consentida de imagens e vídeos sexuais. Isso significa que aproximadamente 13 em cada 100 crianças foram expostas a esse tipo de crime.
Outro estudo, da Internet Watch Foundation, aponta que cerca de 70% das vítimas desse tipo de material têm menos de 12 anos. O tema ganhou destaque recentemente com a publicação de um vídeo do youtuber Felca, que denunciou a adultização e exploração de crianças em conteúdos digitais, citando o caso do influenciador Hytalo Santos.
Um estudo da ONG identificou os principais riscos digitais enfrentados por crianças e adolescentes na região:
Segundo a pesquisa, 1 em cada 10 crianças já sofreu ameaças, chantagens ou divulgação não consentida de imagens íntimas, muitas vezes praticadas por pessoas próximas ou desconhecidos.
O documento também destaca o grooming, prática criminosa em que um adulto ou adolescente estabelece contato com uma criança ou adolescente pela internet com intenção de abuso e exploração sexual. Essa prática representa mais de 50% das denúncias de violência sexual digital, afetando principalmente meninas entre 11 e 17 anos.
Segundo o presidente executivo do ChildFund Brasil, Mauricio Cunha, a alta exposição a crimes dessa natureza se deve a uma combinação de fatores como a ausência de educação digital estruturada, normalização de comportamentos de risco, como o envio de imagens íntimas.
“A internet é um ambiente poderoso, mas também arriscado quando crianças e adolescentes acessam sem supervisão. Por isso, incentivamos a presença ativa dos adultos na vida digital dos filhos: conheça o que eles estão acessando na internet e se familiarize com aplicativos e plataformas que usam. Crie rotinas de conversa sobre o que é visto e vivido online. Estabeleça limites claros, construindo confiança”, afirmou.
Diante desse cenário, o ChildFund reforça a proteção online como prioridade com a campanha internacional “Os Monstros na Internet São Reais”, lançada em seis países da América Latina (Brasil, México, Guatemala, Honduras, Equador e Bolívia).
A iniciativa utiliza relatos reais de adolescentes, vídeos impactantes, materiais educativos e recursos gratuitos para apoiar famílias e educadores na identificação e prevenção de riscos digitais, como assédio, cyberbullying, grooming e exploração sexual.
A metáfora dos “monstros” traduz o medo do desconhecido e dá forma concreta a ameaças virtuais que muitas vezes passam despercebidas.
Com garras, dentes e olhos atentos, os monstros simbolizam predadores digitais, conteúdos abusivos e manipulações disfarçadas de entretenimento ou amizade, ajudando crianças, famílias e educadores a reconhecer, nomear e enfrentar os perigos da internet.
Cunha afirma que a primeira recomendação é sempre o diálogo, para relatar os riscos da internet de maneira clara. Além disso, é impressindivel o acompanhamento dos pais para saber quais plataformas eles usam, com quem conversam e que tipo de conteúdo acessam.
“Mas acima de tudo, é preciso criar um ambiente de confiança, onde a criança e o adolescente se sintam seguros para contar, se algo estranho acontecer. A exploração sexual online se alimenta do silêncio e da vergonha — e é nosso papel romper esse ciclo com informação, presença e afeto”, pontua.
Acesse a cartilha da campanha.
Fonte: Portal R7
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