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‘Não queremos uma paz de dois anos’: Trump defende acordo duradouro entre Rússia e Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não é favorável a um acordo de cessar-fogo de curto prazo na guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo ele, esse tipo de medida poderia apenas dar tempo para que os países em conflito se reestruturassem militarmente, sem oferecer uma solução real e permanente.

“Eu não acho que você precise de um cessar-fogo. Você tem um cessar-fogo, e eles reconstroem, reconstroem e reconstroem, e talvez eles não queiram isso”, comentou.

“Todos os acordos de paz que eu fechei foram sem mencionar a palavra cessar-fogo. O que precisamos é de algo duradouro, não de uma paz de dois anos para depois voltarmos a essa confusão”, acrescentou Trump.

O americano fez as declarações durante reunião na Casa Branca com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta segunda-feira (18). Trump destacou que o objetivo dele é alcançar um acordo definitivo que encerre de vez a guerra.

“Vamos trabalhar com a Rússia, vamos trabalhar com a Ucrânia, e vamos garantir que funcione. Se conseguirmos chegar à paz, será uma paz a longo prazo. Não tenho dúvidas disso”, afirmou.

EUA vão vender armas à Ucrânia

Além da questão diplomática, Trump mencionou o fornecimento de armas à Ucrânia. Ele deixou claro que os Estados Unidos não estão doando armamentos, mas vendendo. “Bom, vou começar dizendo que não estamos dando nada agora. Estamos vendendo armas”, declarou.

Zelensky agradeceu pelo apoio. Segundo o presidente ucraniano, a compra de armamentos americanos é fundamental para reforçar as defesas do país.

“Temos a possibilidade de comprar armas dos Estados Unidos. Somos gratos por este programa. Isso nos ajuda a fortalecer nosso exército, a rearmar nossas forças e a investir em sistemas essenciais, como a defesa aérea”, afirmou.

Trump reforçou que os Estados Unidos fabricam “o melhor equipamento militar do mundo” e que essa parceria poderá garantir não apenas a continuidade da resistência ucraniana, mas também a construção de uma segurança duradoura no futuro.

Ele acrescentou que os Estados Unidos oferecerão garantias de segurança à Ucrânia, reforçando o apoio de parceiros europeus e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

“Em termos de segurança, haverá muita ajuda. Vai ser bom. Eles são a primeira linha de defesa porque estão lá. Eles são a Europa, mas nós também os ajudaremos. Estaremos envolvidos”, afirmou Trump. “Daremos a eles uma proteção muito boa, uma segurança muito boa. Isso faz parte“, concluiu.

Reunião entre Trump, Putin e Zelensky

Trump e Zelensky defenderam a realização de uma reunião trilateral com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, como tentativa de alcançar um cessar-fogo no conflito entre os dois países europeus.

O presidente dos EUA disse que vai ligar para Putin assim que acabar a reunião com Zelensky.

“Vamos ter uma ligação telefônica logo após essas reuniões de hoje. E poderemos ou não ter uma trilateral. Se não tivermos uma trilateral, a luta continua. E se tivermos, temos uma boa chance [de acabar com a guerra]. Acho que se tivermos uma trilateral, há uma boa chance de talvez acabar com ela”, opinou.

Trump destacou os encontros recentes com Putin e reforçou acreditar que existe uma “chance razoável” de encerrar a guerra caso a reunião a três se concretize.

O presidente americano também ressaltou que tanto Zelensky quanto Putin desejam o fim do conflito. “Este senhor [Zelensky] quer que ela acabe, e Vladimir Putin quer que ela acabe. Acho que o mundo inteiro está cansado disso. E nós vamos acabar com isso”, declarou.

Zelensky, por sua vez, agradeceu os esforços pessoais de Trump e afirmou que a Ucrânia está pronta para a reunião trilateral. “Estamos prontos para uma trilateral, como o presidente disse. Este é um bom sinal. Acho que isso é muito bom”, disse o líder ucraniano.

Ele também lembrou a gravidade da situação vivida diariamente pelo país dele. “Vivemos sob ataques diários. Hoje houve muitos ataques e muitas pessoas feridas. Precisamos parar esta guerra para deter a Rússia.”

Fonte: Portal R7

Cibelle Freitas
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