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Estudo identifica proteínas envolvidas na eficácia de imunoterapia usada contra câncer no sangue

Estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) destaca proteínas-chave e vias de sinalização envolvidas na eficácia de uma imunoterapia à base de células CAR-T (linfócitos modificados em laboratório para combater o câncer).

O CTC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

A pesquisa, publicada no Journal of Proteome Research, foi conduzida por John Oluwafemi Teibo, doutorando na FMRP-USP e bolsista da FAPESP, sob a orientação do professor Vitor Faça.

“A terapia celular CAR-T é inovadora e trouxe um avanço incrível contra doenças hematológicas. Existem muitas construções de células CAR-T em aprovação para uso clínico. Mas não entendemos completamente como funcionam em termos de mecanismos moleculares, quais são as vias de sinalização e os efetores moleculares envolvidos nisso. Essa é a motivação para esse estudo”, disse Teibo em vídeo publicado no canal do Hemocentro de São Paulo no YouTube.

A pesquisa buscou identificar efetores moleculares relacionados à terapia com células CAR-T em bancos de dados como PubMed e Scopus. Efetores moleculares (geralmente proteínas) desempenham um papel crucial na resposta a estímulos e na realização de processos celulares específicos, como a resposta imune ou a transdução de sinal (qualquer processo pelo qual uma célula converte um tipo de sinal ou estímulo em outro).

A proposta resultou na identificação de proteínas que podem ser alvos-chave para aprimorar a eficácia da terapia. “Encontramos 14 proteínas, que foram classificadas em quatro categorias. Primeiro são as citocinas, em que nós temos interferon, CCL3, interferon gama e tantas outras. Também temos as quinases, como LCK, ITK, JAK2 e B-Raf, e receptores, como CD80 e CD20, que estão envolvidos na ativação da terapia. Por último, há as proteases e os mensageiros químicos, como Granzyme B e TNF-α”, detalhou Teibo.

A utilização da proteômica (análise do conjunto de proteínas de uma amostra) permitirá uma compreensão mais profunda das alterações nessas moléculas, abrindo caminho para novos avanços no tratamento. “Por exemplo, temos interferon gama e também IL-2, que podem ser usados como biomarcadores substitutos. Isso pode ajudar a superar alguns dos desafios da terapia com células CAR-T”, contou o pesquisador.

Além disso, com os avanços recentes em espectrometria de massas, novas possibilidades para analisar a abundância, localização celular, síntese/degradação e modificações pós-traducionais das proteínas tornam-se viáveis. Isso permite uma compreensão mais detalhada e integrada de processos fisiológicos e celulares, essencial para o aprimoramento da terapia.

Cristiane Carvalho
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