O anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na noite do último domingo, revela muito mais do que uma tentativa de “recalibrar” um decreto impopular sobre o IOF.
Ele expõe, com todas as letras, a velha prática de jogar sobre o contribuinte o peso da irresponsabilidade fiscal de um governo que gasta demais e entrega de menos.
A ideia é simples, mas perversa: o governo eleva o Imposto sobre Operações Financeiras – o IOF – para arrecadar mais.
A repercussão, naturalmente, tem sido negativa e vem gerando muitos debates ao longo desta semana, tanto no mercado quanto no Congresso.
Diante da pressão, o Planalto ensaia um recuo, mas não sem antes lançar mão de uma medida provisória com novos aumentos, como a taxação de 5% sobre LCIs e LCAs, títulos até então isentos de Imposto de Renda.
Também anunciou aumento da tributação sobre apostas esportivas e mudanças na CSLL que afetam fintechs e bancos.
A justificativa oficial? Corrigir distorções.
Mas a pergunta que não quer calar é: por que essas distorções só são vistas quando o caixa aperta? E mais grave ainda: por que, quando há um rombo, a solução quase sempre vem do bolso do cidadão comum?
O brasileiro médio já convive com uma carga tributária sufocante.
Paga imposto ao abastecer o carro, ao fazer compras, na conta de luz, no salário e até ao tentar guardar dinheiro.
E agora, será punido também quando investir em imóveis ou no agronegócio por meio de LCIs e LCAs.
Um contrassenso para quem quer incentivar o investimento produtivo no país.
O que se vê é um governo que não enfrenta com seriedade a estrutura inchada da máquina pública.
Não há cortes significativos nas despesas.
Não há reformas estruturais sendo tocadas com coragem.
O discurso de responsabilidade fiscal perde força diante da prática de compensar cada erro com mais imposto.
Enquanto isso, o Congresso – que se coloca como contraponto ao Executivo – tenta se mostrar atuante.
Os presidentes da Câmara e do Senado participaram da reunião com Haddad e classificaram o encontro como “histórico”.
De fato, é histórico.
Mas não pelo mérito da discussão, e sim pela repetição da receita: quando o cobertor fiscal é curto, corta-se do lado mais fraco.
É hora de um debate honesto com a sociedade.
Até quando o brasileiro vai pagar a conta da má gestão? Até quando o aumento de impostos será a primeira e única solução pensada por Brasília?
Responsabilidade fiscal não é apenas bater meta de arrecadação.
É gastar com eficiência, cortar privilégios, revisar isenções injustas, enfrentar lobbies e, sobretudo, respeitar o contribuinte.
Prefeitos e governadores já se mobilizam e provocam a população para que pressione os congressistas a rejeitarem essa afronta ao povo brasileiro.
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, do Republicanos, é um exemplo: ele postou, nesta semana, um vídeo nas redes sociais no qual afirma que o governo federal vai impor mais peso de imposto sobre o cidadão para continuar com a gastança sem fim.
Manga ressalta, ainda, que o aumento do IOF não vai afetar só um grupo de pessoas que votou em outro candidato a presidente, muito pelo contrário, vai afetar todo mundo, até mesmo aqueles que votaram no atual presidente da República.
Se o governo quer ser lembrado por medidas históricas, que sejam aquelas que aliviam, e não que apertam, ainda mais, o nó no pescoço do povo.
Cruzeiro FM, com você o tempo todo!!!
O número de pequenos negócios abertos no Brasil bateu novo recorde nos primeiros dois meses…
O técnico argentino Hernán Crespo não comanda mais a equipe de futebol masculino do São…
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo Lula (PT) na semana que vem para concorrer ao…
O ator e cantor Dado Dolabella, 45, anunciou nesta segunda-feira (9) sua desfiliação do Movimento Democrático…
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta segunda-feira (9) que alcançou ao menos 29 assinaturas para pedir…
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou no décimo dia nesta segunda-feira (9), marcado por ataques a alvos…