Hoje, o nosso microfone se transforma em um tributo.
Nossas palavras se unem à memória coletiva desta cidade para homenagear um homem cuja trajetória é marcada pela fraternidade, pelo amor incondicional a Sorocaba e, acima de tudo, pelo exemplo de uma vida inteira dedicada ao bem comum: Laor Rodrigues.
Nascido no coração de Sorocaba, na Rua 13 de Maio, numa terça-feira, dia 13 de março de 1934, Laor foi o filho do meio de Dona Hilda Silva Rodrigues e de Augusto Rodrigues dos Santos, o querido “Augusto Mineiro”.
Com raízes profundamente fincadas na tradição portuguesa e mineira, Laor cresceu entre as ruas do Além-Ponte, cenário das suas primeiras brincadeiras, das amizades que eternizou, e dos valores que moldaram o homem íntegro que se tornaria.
Desde muito jovem, revelou espírito solidário e senso de responsabilidade.
Aos seis anos, ao lado do irmão Laelso, começou a ajudar na limpeza do Cine Eldorado.
E como reconhecimento, o bondoso gerente, Seu Paco, lhes permitia assistir a todas as sessões, plantando, talvez sem saber, sementes de cultura, disciplina e gratidão na alma daqueles dois meninos.
Com apenas 13 anos, Laor conquistou o seu primeiro emprego com carteira assinada, como balconista no Armazém Jorge Gomes.
Mais tarde, prestou serviço militar, com honra e dever, e formou-se em contabilidade, construindo uma carreira sólida e respeitada em importantes empresas da nossa cidade.
Mas, se a sua trajetória profissional foi notável, sua escolha verdadeira foi outra: servir à comunidade, fortalecer os laços sociais, construir pontes invisíveis de solidariedade e fraternidade que atravessam gerações.
Na década de 1960, transformou-se em empreendedor, atuando com sucesso no comércio de veículos e no setor imobiliário.
Realizou seis loteamentos, comercializou milhares de propriedades, sempre impulsionando o crescimento ordenado da nossa Sorocaba.
Porém, a marca mais luminosa de Laor Rodrigues está em sua entrega absoluta às causas sociais, culturais e esportivas — e, sobretudo, à Maçonaria, instituição que abraçou de alma e coração.
Iniciado na Loja Maçônica Perseverança III, no longínquo 11 de dezembro de 1964, Laor trilhou uma jornada de aprendizado, liderança e reconhecimento.
Tornou-se companheiro, mestre, benemérito e, entre 1999 e 2001, exerceu com honra o cargo de venerável.
Foi condecorado como Grande Benemérito, homenageado no Sesquicentenário da Loja Piratininga, e acumulou distinções como a Medalha Gonçalves Ledo e a Medalha Dom Pedro I.
Mas, para além dos títulos, Laor entendeu, como poucos, o verdadeiro sentido da Maçonaria: servir.
Através dela, foi diretor ou presidente de quase todas as entidades assistenciais de Sorocaba, deixando uma marca de humanidade por onde passou:
— Na Vila dos Velhinhos, levando conforto e dignidade aos idosos.
— No Lar Escola Monteiro Lobato, promovendo a educação e o futuro das crianças.
— Na Fundação Cultural Cruzeiro do Sul – Rádio Cruzeiro FM e na Fundação Ubaldino do Amaral – Jornal Cruzeiro do Sul e Colégio Politécnico, fortalecendo a comunicação e a cultura.
— No Gabinete de Leitura, na TVCOM Sorocaba, e na Fundação Educacional Politécnica de Sorocaba, sempre fomentando conhecimento, cidadania e desenvolvimento.
Como se não bastasse, integrou os conselhos superiores das mais importantes fundações educacionais e culturais de nossa cidade, sempre com a mesma simplicidade e o mesmo comprometimento.
E foi também no esporte, sua outra paixão, que Laor Rodrigues deixou um legado indelével.
Torcedor apaixonado e dirigente exemplar do Esporte Clube São Bento, Laor presidiu o Conselho Deliberativo em duas oportunidades e foi homenageado como Esportista do Ano e Dirigente do Ano.
Mas talvez sua maior vitória tenha sido transformar o abandono em esperança.
Ao visitar o antigo Estádio Humberto Realle, Laor recusou-se a aceitar o descaso.
Reuniu amigos, empresários, voluntários… e liderou a campanha de revitalização.
Com a parceria da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba, viu, em setembro de 2014, a entrega da primeira etapa das obras, justamente no centenário do clube que tanto amava.
Como justo reconhecimento, o Centro de Treinamento do São Bento hoje leva o seu nome: Centro de Treinamento Laor Rodrigues.
Pelas mãos, pela voz, pelas ações de Laor, Sorocaba se tornou uma cidade mais acolhedora, mais justa, mais fraterna.
Ao longo da vida, acumulou diversas condecorações, como a Medalha Amigo da Marinha e os Colares Cruz do Alvarenga e Heróis Anônimos, e da Revolução Liberal Sorocabana de 1842, todas concedidas pelo Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba — reconhecimentos de quem enriqueceu, com sua própria história, a memória desta cidade.
Mas, para ele, as maiores honrarias nunca foram as placas, as medalhas ou os diplomas.
Laor sempre afirmou que a verdadeira felicidade está em:
“Ter mais energia a cada ano que passa, realizar os próprios sonhos, estar perto de quem ama — mesmo que isso signifique amar toda uma cidade.”
Felicidade, para ele, era ser lembrado com carinho, emocionar-se com um sorriso, um abraço ou um simples “obrigado”.
Era compartilhar sentimentos, renovar esperanças e ser apaixonado pela vida — todos os dias.
E é com esta inspiração que encerramos este editorial em homenagem a este grande homem e irmão: Laor Rodrigues.
Celebrando não apenas as realizações, mas, sobretudo, o homem — íntegro, solidário, incansável — que tanto fez por Sorocaba e que seguirá vivo na memória e no coração desta cidade.
Laor Rodrigues: um exemplo de fraternidade, de serviço e de amor à vida.
Muito obrigado, Laor, por sua história.
Muito obrigado, por sua luz!
E, para encerrar, evocamos as palavras eternas do poeta que bem traduzem o legado que ele nos deixa:
“As pessoas que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós… Deixam sua marca no mundo, nos gestos que inspiraram, nas vidas que tocaram, nas sementes que espalharam com generosidade e esperança.”
Assim é Laor: presente em cada instituição que ajudou a erguer, em cada sorriso que fez nascer, em cada canto de Sorocaba que carrega um pedaço de sua alma generosa.
Que sua trajetória continue a iluminar os caminhos daqueles que acreditam na fraternidade, no amor ao próximo, e na força transformadora do serviço desinteressado.
Laor Rodrigues — eterno entre nós!!!
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