Em decisão unânime publicada nesta sexta-feira (28), o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), na Espanha, anulou a condenação do ex-jogador Daniel Alves por agressão sexual, alegando “inconsistências e contradições” na sentença original e aceitando um recurso de sua defesa.
Em fevereiro de 2024, Alves foi sentenciado a 4 anos e 6 meses de prisão pelo Tribunal de Barcelona, após ser acusado de violentar uma mulher de 23 anos no banheiro de uma boate na capital catalã. O crime teria ocorrido na madrugada de 31 de dezembro de 2022.
Com isso, o ex-jogador ficou mais de um ano detido aguardando julgamento, sendo liberado em 2024 após a Justiça aceitar um recurso, com o pagamento de 1 milhão de euros.
Agora, a Seção de Apelações do TSJC considerou que a sentença apresentava “deficiências de análise” e não respeitou os padrões exigidos pela presunção de inocência. Além disso, o tribunal concordou com o argumento da defesa de que o depoimento da vítima carecia de “confiabilidade” durante o julgamento.
A vítima, uma jovem espanhola que afirma ter sido estuprada por Alves dentro do banheiro da boate, ainda pode recorrer à Suprema Corte da Espanha.
Vale lembrar que, anteriormente, exames de corpo de delito confirmaram a presença de sêmen na vagina da jovem, e funcionários da boate corroboraram seu relato. O ex-jogador chegou a confessar, após alterar sua versão por duas vezes, que teve relação sexual com a vítima, mas alegou que houve consentimento da parte dela.
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