Na terça-feira, 16 de julho, a Polícia Civil de Itapetininga finalizou as investigações do caso que ficou conhecido como “atirador de Boituva”. O suspeito será indiciado por porte de arma com numeração suprimida, receptação e tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, em duas ocasiões.
Os crimes pelos quais o suspeito será indiciado são:
-Porte de arma com numeração suprimida (art. 16, parágrafo 1°, inciso IV, da Lei 10.826/2003).
-Receptação (art. 180, “caput”, do Código Penal).
-Tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, por duas vezes (art. 121, parágrafo 2º, inciso II, c.c art. 14, inciso II, por duas vezes e art. 18, “in fine”, na forma do art. 69, todos do Código Penal).
Os laudos periciais indicaram que a blindagem do veículo da vítima não oferecia proteção absoluta. A repetição dos disparos e uma coronhada desferida anteriormente enfraqueceram a blindagem, possibilitando a transfixação dos projéteis. A perícia também revelou a numeração da arma utilizada no crime, a qual foi rastreada e identificada como subtraída da casa de um Guarda Municipal de Taboão da Serra em 2018.
Dada a gravidade dos crimes, cometidos com extrema violência e utilizando uma arma de fogo com numeração suprimida e subtraída da Guarda Municipal, a polícia representou pela decretação da prisão preventiva do suspeito.
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