Editorial

Editorial: Operação de choque é preciso 07/07/2023

Tem coisas que parecem nunca vão acabar e são, praticamente, todos os dias, uma preocupação a mais para as pessoas, independente de onde morem ou trabalhem.

Autoridades policiais, órgãos públicos, câmeras de vigilância, entre outras ações não transpassam à população a segurança necessária, aquela de que todos precisamos para podermos cumprir com nossos compromissos todos os dias.

A pessoa apaga a luz e vai dormir, mas não sabe se, quando acordar, terá um dos serviços públicos essenciais disponível para ser utilizado.

Ontem, durante o Jornal da Cruzeiro, no quadro Espaço Cidadão, um ouvinte estava desolado e desanimado com uma situação: ele não tinha energia elétrica para poder fazer as coisas logo pela manhã, depois de ter acordado, para iniciar mais um dia de trabalho.

A falta de energia elétrica não era devido à manutenção ou melhorias do sistema, ou qualquer outra coisa mais corriqueira; era porque criminosos, valendo-se do direito de furtar, haviam levado parte da fiação elétrica da região em que o ouvinte mora ao longo da madrugada.

Nenhuma câmera de vigilância viu a ação, nenhuma viatura da Polícia Militar registrou a ação, nenhuma viatura da Guarda Civil Municipal estava pela região, ou seja, espaço aberto e sossegado para o gatuno subir o poste e saquear o direito daqueles que pagam, decentemente, seus impostos todos os dias.

Ontem, aqui na Cruzeiro FM e em outros veículos de comunicação, foi dada a notícia de que, pela segunda vez, em menos de um mês, ladrões furtaram fios elétricos.

Essa ocorrência foi na Vila Fiori, em Sorocaba, e sabe o que aconteceu?

A Unidade Básica de Saúde daquele bairro teve a vacinação suspensa porque bandidos resolveram, a seu bel prazer, furtar fios elétricos da unidade na madrugada de ontem.

E mesmo sendo um instrumento público, ninguém viu.

Essa é a segunda vez, em menos de um mês, que isso acontece nessa unidade; e isso é só um exemplo, além do citado acima sobre o ouvinte do Campolim.

Para reforçar a segurança, a prefeitura informou que aumentou a vigilância no local com a presença da Guarda Civil Municipal e que está em andamento um processo de contratação de vigias fixos que atuarão 24 horas.

É uma boa iniciativa, mas não vai resolver o problema de maneira geral.

Os principais receptadores, como se sabe, são ferros-velhos clandestinos ou que estão em condições de irregularidade.

Essa situação não é recente.

Há cerca de um ano, em junho de 2022, o jornal Cruzeiro do Sul, trouxe uma reportagem com o seguinte título: “Furtos de cabos elétricos causam transtorno em Sorocaba”.

Em uma passagem da notícia, há a informação de que operações policiais e de fiscalização em ferros-velhos tentam coibir o comércio clandestino.

Ora, então, é sabido quem são os receptadores dessa legião de criminosos que, regularmente, furta cabos e fios elétricos, de maneira impune, para vender por preços bem gordos nesses estabelecimentos.

Obviamente, não há generalização desse segmento, pois, da mesma forma, sabemos que há empresários do ramo que prezam pela qualidade e bom serviço prestado à sociedade, trabalhando com peças regulamentadas e com origem, não auxiliando o crime.

Em reportagem feita pela Cruzeiro FM, a polícia informa que os cabos de energia contêm um metal valioso, por isso, os criminosos furtam-nos para vendê-los.

Não há novidade nisso também!

Operações de fiscalização em ferros-velhos da cidade têm sido feitas periodicamente, bem como, acusados por esses crimes têm sido presos, mas parece que essa periodicidade e ação policial, em parceria com a prefeitura, não têm surtido os resultados esperados.

Então, o que precisa ser feito?

Não adianta apenas a polícia divulgar a prisão ou esclarecimento de alguns desses crimes, nem tampouco o fechamento de estabelecimentos clandestinos, pois os casos continuam acontecendo e, para a população, de modo geral, a sensação é de que esse tipo de crime em Sorocaba tem, na verdade, aumentado nos últimos tempos.

As autoridades policiais e o governo municipal precisam intensificar essas operações e prisões e, ao mesmo tempo, elaborar um plano de segurança eficiente para o combate, de fato, desses tipos de furtos na cidade.

Não dá para ficar resolvendo essa questão em doses homeopáticas, é preciso um realinhamento dos segmentos de segurança tanto do município como do Estado para que a população possa continuar usufruindo dos serviços públicos que são de seu direito sem se preocupar com o amanhã.

Porque, do jeito que a coisa vai, a sensação da população é de que as madrugadas têm ficado realmente à mercê dos delinquentes e ladrões.

Cruzeiro FM, com você o tempo todo!!!

Cibelle Freitas
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