Esportes

Pedido de prisão domiciliar de Daniel Alves é negado por Justiça da Catalunha

Acusado de estupro, o jogador de futebol brasileiro Daniel Alves vai permanecer em prisão preventiva na Espanha. O recurso apresentado por seus advogados foi rejeitado na terça-feira (21) por um tribunal de Barcelona devido ao “alto risco de fuga” do país.

“O tribunal confirma a detenção provisória” e “rejeita o recurso apresentado pela defesa”, afirmou um comunicado divulgado pelas autoridades judiciárias da Catalunha, na Espanha. A decisão foi encaminhada na manhã desta terça-feira à defesa, à acusação e ao Ministério Público.  

O tribunal destaca “o elevado risco de fuga” de Alves, “ligado à elevada pena que pode ser imposta neste caso” e aos seus meios financeiros “que lhe permitiriam sair de Espanha a qualquer momento”. O parecer acrescenta que se ele conseguisse chegar ao Brasil, não haveria possibilidade de extradição para a Espanha, nem por meio do direito internacional, porque o Brasil não entrega seus cidadãos à Justiça de outros países.

Na avaliação do tribunal, retirar o passaporte do ex jogador do Barcelona, como sugeriram os advogados de defesa, não o impediria de deixar o território espanhol, seja por via aérea, marítima ou terrestre, mesmo sem documentação.

A advogada de defesa da vítima, que apresentou denúncia de estupro, ainda recordou o caso de Robinho, que “mora tranquilamente” no Brasil, após ser condenado a 9 anos de prisão na Itália por estupro coletivo. 

O tribunal catalão ainda descartou que a cobrança de uma fiança vultosa poderia dissuadir o jogador, já que ele tem um rico patrimônio.

Acusação

Daniel Alves, de 39 anos, é acusado de estupro por uma jovem de 23 anos. Segundo a vítima, a agressão teria acontecido no final de dezembro, no banheiro de uma boate em Barcelona. Acuado, o jogador mudou sua versão do ocorrido diversas vezes.

Testes confirmaram a presença do DNA de Alves no corpo da jovem e vestígios de sêmen do jogador no chão e nas roupas da suposta vítima.

Daniel Alves está preso desde 20 de janeiro no complexo penitenciário de Brians, localizado a cerca de 40 quilômetros de Barcelona.

Poucas horas após o anúncio de sua acusação, o clube mexicano Pumas anunciou a rescisão do contrato do ex-jogador do Barça e do PSG, inicialmente previsto para durar até junho de 2023.

As informações são da RFI.

Cibelle Freitas
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