O ambiente da Festa Junina de Votorantim ficou diferente, com menos ruídos e sem som por duas horas para atender, de forma gratuita, as pessoas com o transtorno do espectro autista (TEA). A Hora do Silêncio foi uma iniciativa inédita da organização do evento. A ideia partiu de Vanessa Costa, diretora do Morenos Park, que também é a atual presidente da Associação Brasileira de Parques e Atrações (Adibra). “Estamos priorizando esse público com atitudes que facilitam a inclusão”, explicou ao contar que cinco equipamentos foram desligados para diminuir o barulho e um ficou sem som. Todo o espaço também ficou sem música ambiente.
Foram distribuídas 500 pulseiras, mas após uma hora, o público era o dobro do esperado. Camila Ferreira ficou feliz por levar a filha de 4 anos pela primeira vez para “passear de trenzinho”. Nas tentativas anteriores, o barulho impediu a criança de ficar. “Estou mais empolgada que ela, achei que a minha filha nunca ia viver essa experiência de brincar em um parque de diversões”, contou. Próximo dali estava o engenheiro Rodrigo Tegani, que acompanhava a esposa e o filho, também de 4 anos, que estavam no brinquedo. “Foi um acerto isso. É muito satisfatório ter essa oportunidade, eu espero que em outros lugares também pensem nisso”, disse.
A gratidão e a alegria foi facilmente percebida pela organização que decidiu repetir a data, na próxima quarta-feira (8), no mesmo horário, das 18h às 20h, nos mesmos moldes, só que dessa vez para todas as pessoas com deficiência (PCDs). “A gente viu as pessoas felizes aqui, isso é muito gratificante, não esperávamos tanta adesão, mas com esse retorno vamos repetir”, garantiu Guilherme Moron, organizador da festa.
A auxiliar de educação, Roseli Vieira, de Sorocaba, estava com o neto de 9 anos e disse que terem pensado nisso é motivo de comemoração. “Isso é muito mais importante do que parece”, lembrou. De fato, sem tumulto e com menos estímulos, o ambiente se tornou mais seguro para esse público. Para a gestora da Apae de Votorantim, Silvana Fernandes, a iniciativa é fundamental. “É muito emocionante. Todo mundo tem que ter o direito de poder estar em um lugar como esse, com algumas atitudes é possível executar políticas públicas de inclusão”, falou.
Com informações do Jornal da Cruzeiro. Reportagem: Denise Rocha. Foto: FÁBIO ROGÉRIO
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