Jornalismo

Editorial: Bahia clama por ajuda (31/12/2021)

O Ministério da Saúde autorizou ontem (30) um novo repasse no valor de R$ 12,7 milhões para atender a famílias que vivem nos municípios afetados pelas fortes chuvas na Bahia.

Além desse recurso, o ministério está enviando mais 28 kits chamados de vigidesastres, com medicamentos, vacinas e outros insumos, para as cidades baianas atingidas.

O quantitativo é suficiente para atender a mais de 14 mil pessoas e se soma aos outros já entregues para a região.

Com o dinheiro liberado ontem, o valor repassado pelo governo federal à Bahia chega a R$ 19,7 milhões que vão apoiar ações de vigilância em saúde e prevenção de doenças.

Os recursos são do Fundo Nacional de Saúde e serão repassados aos Fundos Municipais de Saúde dos estados afetados pelas inundações.

Enquanto a Bahia sofre com as fortes chuvas e com as enchentes que desalojaram e desabrigaram centenas de milhares de pessoas, o governo de São Paulo começa a monitorar o clima no estado.

Devido ao alerta para fortes chuvas que já atingem todo o estado desde ontem, o governo estadual mobilizou uma força-tarefa da Defesa Civil Estadual e do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar para atuação em todas as regiões do estado.

Em conjunto com as defesas civis municipais, são mais de 12 mil profissionais preparados para operações especiais de salvamento e resgate com apoio de aeronaves, veículos terrestres e embarcações.

Há atenção especial para as regiões de Sorocaba, Araçatuba, Baixada Santista, Barretos, Campinas, Franca, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba, Litoral Norte e Região Metropolitana da Capital, todas com previsão de até 120 milímetros de chuva por dia.

Em Sorocaba, por exemplo, a chuva já deixou em alerta as autoridades com os alagamentos registrados ontem em várias ruas e avenidas e com a elevação do nível do rio Sorocaba.

A notícia do grande volume de água para o estado paulista e em Sorocaba enche as pessoas de esperança.

É a gota d’água que falta para a tentativa de elevação do nível da represa de Itupararanga e, assim, evitar-se a necessidade de um racionamento na cidade a partir de 12 de janeiro.

Essa decisão foi tomada pelo prefeito Rodrigo Manga, ontem, durante visita técnica à represa e que impressionou o prefeito e autoridades locais por conta do baixo nível de água.

Com relação à situação na Bahia, o deputado federal Vinicius Poit, do Novo, iniciou nesta semana um movimento pelas redes sociais chamado #FundãoNãoBahiaSim.

O parlamentar vai apresentar uma proposta no Congresso Nacional para que parte dos R$ 4,9 bilhões obscenos do Fundo Eleitoral seja destinada para as vítimas da enchente que atinge a Bahia e que já destruiu cidades e deixou 24 mortes.

O parlamentar explicou ontem ao repórter Caio Rossini, no Jornal das 5, que esse valor pode ser enviado ao estado como um crédito extraordinário para que os moradores recebam cestas básicas e os municípios possam ser reconstruídos.

Um abaixo-assinado, inclusive, está sendo feito na internet para ajudar a proposta a ganhar força entre os deputados e senadores.

A atual situação na Bahia e a crise hídrica em diversos municípios brasileiros, como as variações de clima em todo o mundo, devem-se as alterações climáticas pelas quais vem passando o planeta Terra.

Durante a COP26, que aconteceu em setembro deste ano, foi divulgado que o mundo vem passando por um aumento da temperatura global e, segundo especialistas, essa variação pode ser de 2,7°C até o final do século.

Assim ações importantes, como a redução na emissão de gases, são imprescindíveis para evitarmos um colapso no planeta.

Então, voltando à Bahia, é imprescindível também que deputados e senadores repensem o destino bilionário do Fundão Eleitoral para  2022 e tomem a decisão certa com relação a esse dinheiro.

O governo federal já vem fazendo sua parte e tem enviado recursos materiais, humanos e financeiro para o Estado da Bahia.

O momento agora é de se fazer política pelo bem social e não por uma demagogia eleitoral.

É hora de arregaçar as mangas e ajudar o povo baiano e o Brasil.

Não vamos esperar terminar o recesso parlamentar em fevereiro para que esse assunto seja discutido, pois até lá, muitas pessoas terão sofrido por conta dessa tragédia natural que acometeu a Bahia.

Sessões extraordinárias para esse fim podem ser feitas; então, não há motivo para que isso não ocorra.

Ou será que há?

Cruzeiro FM, número um em jornalismo!!!

Cruzeiro FM
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