Jornalismo

Brasil chega a marca de 600 mil mortos pela Covid-19

O Brasil atingiu, nesta sexta-feira (8), a marca de 600 mil mortes por Covid-19 ao registrar 615 nas últimas 24 horas, de acordo com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). O número de novos casos diagnosticados é de 18.172, totalizando 21.550.730 desde o começo da pandemia.

Desse total de óbitos, mais de 400 mil ocorreram apenas no primeiro semestre deste ano, o que marcou o triunfo da variante Gama, identificada primeiro em Manaus, em um cenário de escassez de vacinas e de uma campanha de imunização que seguia a passos lentos desde janeiro, quando a primeira brasileira foi vacinada.

Em 19 de junho, dia em que a contagem chegou aos 500 mil mortos, somente 30% da população havia recebido a primeira dose de uma vacina anti-Covid e só 11% estava completamente imunizada. De lá pra cá, quase quatro meses depois, o cenário é outro: 70% dos brasileiros têm ao menos uma dose e 45% estão com o esquema vacinal completo.

O avanço da vacinação é o que explica a desaceleração do número de mortes por Covid-19 nos últimos meses, segundo a diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Mônica Levi. A média móvel de óbitos atualmente está abaixo de 460; em junho, a estimativa era de 2.000.

“Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a eficácia das vacinas, não tem mais como argumentar, porque está sendo uma prova concreta. Estamos com números decrescentes graças à vacinação de cerca de 2 milhões de pessoas por dia e à adesão da população à campanha”, garante.

O número de internações pela doença também caiu, segundo o Boletim Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que indica tendência de queda das taxas de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) reservados para pacientes adultos com Covid-19 no SUS.

Apesar do iminente sucesso da campanha de vacinação no Brasil, a especialista destaca que a pandemia ainda não está controlada no país e que as medidas de proteção não farmacológicas, como o uso de máscaras e higienização das mãos com álcool gel, ainda são importantes para evitar a disseminação do vírus.

“Enquanto a população global não estiver vacinada, ainda estamos sujeitos à entrada de novas variantes e à surpresa de uma terceira onda. Então, não podemos dizer que a pandemia está acabando e que pode se descuidar. Ainda é cedo pra isso”, explica Mônica.

A desigualdade mundial no acesso às vacinas anti-Covid afasta a possibilidade de um controle global da pandemia. Países como Haiti, Jamaica e Nicarágua, por exemplo, ainda não vacinaram nem 10% da população contra a Covid-19, segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

Com informações do Portal R7

Cruzeiro FM
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