Editorial

Editorial: Agir salva vidas (09/03/2021)

Começou neste mês a campanha de prevenção ao suicídio, conhecida como Setembro Amarelo.

E uma das principais formas de prevenção é falar.

A campanha alerta que falar é a melhor solução, pois é durante a conversa, um diálogo, que a pessoa que está em aflição tem a oportunidade de desabafar, falar de seus sentimentos momentâneos e de pedir socorro por algo que a vem incomodando na vida.

A depressão é a principal causa de um suicídio e essa doença surge por conta de inúmeras questões de relacionamento, sociais, econômicas, enfim, de coisas que perturbam a alma e que, de alguma forma, precisam ser extirpadas.

Assim, ouvir uma pessoa em aflição é a melhor escolha para ajudá-la a vencer uma condição mental e psicológica que pode colocá-la em rota de colisão com a vida e acreditar que a única solução para o problema é a morte.

Aquele provérbio português já diz: “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe”, assim, é importante que a pessoa tenha a oportunidade de manifestar aquilo que a incomoda profundamente.

Contudo, vale ressaltar que nem todo mundo que sofre de depressão está em risco de suicídio.

O tema da campanha Setembro Amarelo deste ano é: “Agir salva vidas”.

Aqui, no Brasil, a campanha é uma iniciativa do CVV (Centro de Valorização da Vida), da Associação Brasileira de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina.

Desde 2003, o dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Essa data foi criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), justamente com objetivo de chamar a atenção de governos e da sociedade civil para a importância do tema.

De acordo com o site oficial da campanha (setembroamarelo.org.br), as razões para a pessoa chegar ao ponto de tirar a própria vida podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já pensou em suicídio.

Conforme um estudo realizado pela Unicamp (Universidade de Campinas), 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso.

Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade.

A primeira medida preventiva é a educação.

Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de se falar sobre o assunto.

Atualmente, as coisas mudaram e essa barreira social foi derrubada e informações começaram a ser divulgadas sobre o tema, a fim de ajudar a sociedade a ter acesso a recursos de prevenção.

Saber quais as principais causas e as formas de ajudar podem ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde atualmente 32 pessoas por dia tiram a própria vida, isto é, uma morte a cada 45 minutos.

No Brasil, o CVV faz um trabalho pioneiro na área de prevenção ao suicídio desde 1962, com a ajuda de cerca de 3 mil voluntários que trabalham atendendo a mais de 10 mil ligações por dia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem uma cartilha com recomendações para a prevenção do suicídio.

Nela, são apontadas 15 causas frequentes que influenciam na retirada da própria vida, como o uso de álcool e drogas, perda ou luto e outros transtornos mentais, como a esquizofrenia.

A maior parte dos casos são executados por pessoas com depressão, independente de sexo, faixa etária ou qualquer outra característica.

De acordo com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), é preciso sim falar com responsabilidade a respeito do suicídio.

Conforme dados da instituição, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos; para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano; a tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral.

O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos e 79% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda.

Portanto, considerando-se todos esses dados oficiais apresentados, é importante que você dedique parte de seu tempo para prestar atenção nas pessoas que ama, ficar atento a possíveis atitudes e comportamentos diferentes e buscar o diálogo, incentivar a pessoa a falar, pois isto é a melhor solução para se prevenir o suicídio.

Então, procure se informar sobre o tema, ouça as pessoas e, se necessário for, busque ajuda de profissionais e entidades, como o CVV, que são especialistas no assunto.

Lembre-se: “Agir salva vidas!”

Cruzeiro FM, número um em jornalismo!!!

Cibelle Freitas
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