Jornalismo

Novo mandato de Augusto Aras na PGR é aprovado pela CCJ do Senado

O atual procurador-geral da República, Augusto Aras, teve seu nome aprovado para um novo mandato pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado ( CCJ). O placar foi de 21 votos a favor e 6 contra.

Augusto Aras passou por uma sabatina que durou horas e agora, após aprovação de pela CCJ, o nome de Aras também será submetido ao plenário do Senado, onde, para ser aprovado, terá que alcançar a aprovação da maioria simples, ou seja, 41 dos 81 senadores. A votação é secreta. Se confirmado para um novo mandato, Augusto Aras ficará no cargo até 2023.

Uso de máscaras

Na parte final da sabatina, Augusto Aras, disse que o uso de máscaras de proteção é “obrigatório” e “crucial” para evitar a disseminação do novo coronavírus, mas que a não utilização do acessório em espaços públicos fechados não deve ser criminalizada.

“É preciso ter alguma cautela na criminalização do uso da máscara. Porque, do ponto de vista técnico e jurídico, antes de se aplicar o direito penal é preciso verificar se não se aplicam os direitos Civil e Administrativo com suas sanções. Até porque, todos sabemos que não há cadeia para todo mundo”, declarou Aras aos senadores que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Aras reconhece que, mesmo com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional já tendo validado a obrigatoriedade do uso de máscara em ambientes públicos, parte da população tem “negligenciado” o recurso protetor contra o novo coronavírus, sem que ninguém, até hoje, tenha sido condenado criminalmente por isso.

“Por que não há a penalização, sendo o uso obrigatório? [Porque] a evolução deste ilícito para a esfera penal é uma grande dificuldade nossa – e a própria jurisprudência dos nossos tribunais demonstra que [em casos de inobservância das recomendações das autoridades sanitárias] cabe a multa. A prisão, é um desafio”, acrescentou o procurador-geral da República antes de ser questionado sobre o fato de a legislação brasileira prever a responsabilização criminal de quem infrinja medidas sanitárias preventivas, como as recomendações sanitárias para tentar conter a pandemia da covid-19.

“Não tenho dúvidas da ilicitude e de que há uma multa, mas também não tenho dúvidas de que, em um sistema em que vige o princípio do direito penal negocial e despenalizador, falar em pena de natureza criminal – que é diferente de outras sanções – pode ser algo extremamente perigoso; algo que vai criminalizar ainda mais uma sociedade já tão conturbada quanto a nossa”, ponderou o procurador-geral da República.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

Cruzeiro FM
Compartilhar

Notícias recentes

Homem é baleado em frente a bar na zona norte de Sorocaba

Um homem de 43 anos foi baleado na manhã de domingo (26), na Avenida Ipanema,…

2 horas atrás

Butantan procura voluntários para teste de vacina da gripe para idosos

O Instituto Butantan está abrindo inscrições para um estudo importante: o teste de uma nova…

2 horas atrás

Pesquisa aponta apoio de 86% à exigência de exame toxicológico para CNH nas categorias A e B

Uma pesquisa de opinião aponta que 86% dos brasileiros são favoráveis à exigência de exame…

16 horas atrás

Relatório do Coaf aponta movimentação bilionária em empresa ligada à família de dono do Banco Master

Um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que…

18 horas atrás

Conta de luz terá bandeira amarela em maio e custo extra ao consumidor

A Agência Nacional de Energia Elétrica informou que a bandeira tarifária para o mês de…

18 horas atrás

Suspeito de ataque em evento com Trump é identificado; presidente reforça discurso sobre segurança e cita fim de guerra com o Irã

O homem preso após um ataque a tiros nas imediações de um jantar com jornalistas,…

18 horas atrás