Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do deputado, líder do governo na Câmara, suspeito de ser o mentor por trás das supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin. Um dos objetivos é esclarecer a relação do depoente com o dono da Precisa Medicamentos, que teria intermediado a venda de vacinas da Covaxin para o Ministério da Saúde. À mesa, líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, afirmou nesta quinta-feira (12) à CPI da Covid que não tem nenhuma relação com a compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde.
O nome dele foi levado à comissão pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) que, juntamente com o irmão Luis Ricardo Miranda, chefe da Divisão de Importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, denunciou pressão por liberação e irregularidades no contrato da Covaxin. Luis Miranda disse ter levado o tema ao presidente Jair Bolsonaro, que teria respondido que a negociação era “coisa” do deputado Ricardo Barros, que é ex-ministro da Saúde.
Nesta quinta, Barros rechaçou a possibilidade: “Nunca tratei de Covaxin, já afirmei isso várias vezes, em nenhum momento tratei de qualquer assunto relativo a Covaxin”, afirmou.
Segundo o líder do governo, o último encontro mantido por ele com Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, empresa que celebrou o contrato da Covaxin com o governo como representante do laboratório indiano Bharat Biotech, foi quando ocupava o cargo de ministro – Barros exerceu a função entre 2016 e 2018.
“Eu não tenho relação pessoal com o senhor Maximiano. Recebi-o no gabinete como ministro com a nossa equipe de compras. Está também nos registros aqui que ele alegou e eu também aleguei, que a última vez que nós nos encontramos foi quando eu era ministro”, disse.
Maximiano é sócio também da Global Gestão em Saúde, empresa que manteve contratos com o ministério na gestão de Barros e que virou alvo do MPF (Ministério Público Federal). O ex-ministro virou réu na Justiça após a Promotoria apontar irregularidades no contrato que envolveu o pagamento antecipado de R$ 19,9 milhões à Global para compra de medicamentos que nunca foram entregues. Para o MPF, o desabastecimento dos remédios levou 14 pacientes à morte e prejudicou ainda outros pacientes.
O contrato da Precisa com o ministério para a compra da Covaxin, fechado na gestão de Eduardo Pazuello, foi o acordo com vacinas mais caras entre as negociadas pelo governo. O contrato de R$ 1,6 bilhão previa o preço de US$ 15 por dose. Após vários órgãos passarem a investigá-lo, o contrato foi suspenso pelo governo.
Bolsonaro
Na abertura de sua participação na CPI, Barros questinou a possível indicação de seu nome por Bolsonaro em relação ao contrato. Ele lembrou falas de Luis Miranda à CPI que indicam que o nome foi levado ao assunto pelo próprio deputado.
“O presidente Bolsonaro nunca afirmou que eu estava envolvido no caso Covaxin”, disse o líder do governo. “Em todas as narrativas do Luis Miranda ele repete a mesma coisa, eles mostraram minha foto ao presidente, no caso Global, e o presidente perguntou se eu estava envolvido no caso Covaxin”, defendeu.
Com informações do Portal R7
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado
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