A ex-prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho, postou na sua página no Facebook nesta tarde uma explicação escrita pelo ex-secretário da Educação de seu governo, Wanderley Acca, sobre a compra de mais de 1 milhão de livros paradidáticos, ao custo de R$29 milhões.
A aquisição das publicações foi criticada pelo prefeito Rodrigo Manga e é alvo de uma investigação da Corregedoria-geral do município.
No último sábado (16), Manga esteve na Arena Multiuso, onde os livros estão estocados e apresentou, nas redes sociais, trechos de um livro com conotação sexual que seria distribuído aos alunos do ensino fundamental.
Acca explica que os livros fazem parte de um projeto intitulado “Leitura em Rede”, cujo objetivo é levar o educando a interpretar sua realidade, compreendê-la, redigir e atuar sobre ela.
Segundo ele, a exemplo do Japão e diversos países da Europa e Estados Unidos, cada sala de aula deve ter sua própria biblioteca, propiciando leituras mediadas pelo professor, em consenso com os pais.
Sobre a compra do livro com conotação sexual, citado por Manga, o ex-secretário disse que o “livro didático é um instrumento de fundamental contribuição para a prevenção de abuso sexual infantil que, muitas vezes, dá-se dentro da própria família (esse é um dos temas transversais)”.
Ainda no comunicado, Acca cita que os livros em questão foram comprados do FDE (Fundo de Desenvolvimento da Educação), órgão governamental que dispõe de equipes pedagógicas, as quais procedem à análise técnica das obras, antes de incluí-las em listagens adequadas ao tratamento dos temas transversais, entre os quais se inclui a educação sexual.
“Creio o prefeito deveria se inteirar do conjunto da obra, e não simplesmente apresentar trechos que podem deturpar seu conteúdo e conduzir a interpretações equivocadas. Coloco à sua disposição o detalhamento do Projeto ‘Leitura em Rede’, a maior iniciativa do gênero nessa área, jamais implementado em Sorocaba”, afirma.
No final do texto, o ex-secretário cita que o investimento feito para a compra dos livros para 65 mil alunos da creche ao ensino fundamental Il representou menos de 5% do orçamento da Secretaria da Educação.
“Infelizmente, o gasto em livros, para alguns setores de nossa sociedade, ainda é considerado um desperdício”, finaliza Wanderley Acca, ex-secretário da Educação.
Edição – Alessandra Santos
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