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Eike Batista é condenado a 8 anos de prisão no semiaberto por crime da OGX

O empresário Eike Batista, que já figurou entre os maiores bilionários brasileiros, foi condenado na terça-feira (9), a 8 anos de prisão em regime semiaberto por manipulação do mercado de capitais com a divulgação de informações falsas referentes à capacidade de produção de sua petroleira OGX, fundada em julho de 2007.

Paulo Manuel Mendes Mendonça, ex-diretor de exploração e produção da OGX, e Marcelo Faber Torres, ex-diretor de relações com investidores da petroleira, também foram condenados. A sentença foi proferida pela juíza federal Rosália Monteiro Figueira, da Terceira Vara Criminal do Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público citada na sentença, Batista, Mendonça e Torres enganaram os investidores com informações falsas em fatos relevantes publicados em outubro, novembro e dezembro de 2009 mencionando a existência de “bilhões de barris de petróleo potencialmente extraível em poços ainda em fase de perfuração das acumulações de  Vesúvio, Pipeline e Fortaleza, cujos direitos de concessão, à época, pertenciam à OGX”. As acumulações foram posteriormente devolvidas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sem produzir “sequer uma gota de óleo”, diz a denúncia. Para o Ministério Público, as informações enganosas tinham “o nítido propósito de incrementar as cotações das participações acionárias e outros ativos vinculados à companhia, levando investidores a erro e causando prejuízos difusos”.

A juíza critica ainda a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é a autarquia responsável por discalizar o mercado de capitais. “Batista, em união de desígnios com os acusados Mendonça e Torres, arquitetou plano audacioso para artificialmente superdimensionar a cotação das ações da companhia e, consequentemente, enriquecer-se ilicitamente, falseando a verdade sobre esses campos petrolíferos, aproveitando-se da fragilidade dos órgãos de fiscalização do mercado de capitais e do setor petrolífero brasileiro”, diz a sentença.

“A CVM tem que deixar de ser porteiro de prostíbulo para ser o xerife do mercado. Só assim o mercado de capitais brasileiro exercerá sua função econômica”, diz Aurélio Valporto, presidente da Associação Brasileira de Investidores (Abradin), que atuou como assistente de acusação no processo.

Informações do site Exame.

Cibelle Freitas
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