A empresa de transporte por aplicativo Uber anunciou nesta segunda-feira (18) que vai demitir mais 3.000 funcionários. A nova leva de demissões vem semanas depois de a empresa já ter demitido 3.700 pessoas no começo de maio.
Ambas as demissões equivalem a 25% de toda a força de trabalho que a Uber tinha no fim do ano passado. A empresa fechou dezembro com 26.900 funcionários no mundo, 40% deles nos Estados Unidos.
A empresa vai também fechar 45 escritórios em todo o mundo. Os escritórios a serem fechados ainda não foram divulgados.
“Estamos vendo alguns sinais de recuperação, mas saindo de um buraco profundo, com visibilidade limitada de sua velocidade e forma”, disse o presidente da Uber, Dara Khosrowshahi, em carta enviada aos funcionários e obtida pelo jornal The Wall Street Journal. O presidente afirma no comunicado que o braço de entrega de refeições da Uber, o Uber Eats, tem tido crescimento durante a crise, mas que “o negócio hoje não chega perto de cobrir nossas despesas”.
A confirmação das demissões veio depois de uma matéria do site Business Insider no fim de semana antecipando os cortes. As ações da Uber operavam em alta de mais de 4% na bolsa por volta das 14h30 desta segunda-feira, com a visão dos investidores de que os cortes tornam a companhia mais enxuta. Fundada em 2009 e na bolsa desde o ano passado, a Uber é historicamente criticada por não ter tido lucro desde então.
Em comunicado à imprensa, Khosrowshahi afirmou ainda que está “mudando o tamanho” da companhia “para se alinhar às realidades de nossos negócios”.
O objetivo da empresa é economizar 1 bilhão de reais por ano na comparação com o previsto para o quarto trimestre deste ano antes da crise, segundo escreveu a Uber em comunicado a investidores protocolado junto à SEC (Securities and Exchange Commission), que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos.
A Uber foi duramente impactada diante do isolamento social que tomou parte do mundo em meio à pandemia do novo coronavírus. No Brasil, levantamento do aplicativo de finanças Guiabolso mostra que os gastos dos usuários na plataforma caíram quase pela metade entre a semana de 2 a 8 de março e 30 de março a 5 de abril. O gasto médio foi de 63,40 reais para 35,19 reais por usuário no período.
A EXAME entrou em contato com a assessoria de imprensa da Uber, no Brasil, para verificar os impactos dos cortes na operação local, mas até o momento não obteve retorno.
As informações são da Revista Exame.
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