Jornalismo

Denúncia do MP contra Crespo quebra ciclo da má política e há mais fatos para apurar, diz Carriel

O ex-delegado seccional Marcelo Carriel disse que a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que é ligado ao Ministério Público, divulgada ontem (10) quebra um ciclo da má política, da troca de favores, da falta de escrúpulos e de responsabilidade social com os eleitores.
O MP apresentou a denúncia contra o prefeito cassado José Crespo e mais 17 pessoas que já tinham sido indiciadas pela Polícia Civil no inquérito da operação Casa de Papel, apontando que Crespo seria o chefe de uma organização criminosa que atuou na Prefeitura de Sorocaba para desviar recursos de contratos, direcionar vencedores de licitações além de superfaturamento nos valores.
Em entrevista nesta manhã ao Jornal da Cruzeiro, Carriel relembrou a investigação da Casa de Papel, conduzida por ele e sua equipe na Delegacia Seccional de Sorocaba, e que durou quase um ano.
Ele afirmou que poucos meses depois da coleta de provas ficou claro que havia uma organização criminosa atuando dentro da Prefeitura de Sorocaba. A quadrilha tinha hierarquia, funções e gerenciamento, com a liderança do prefeito cassado José Crespo e a participação de empresários, servidores e secretários municipais.
Segundo o delegado aposentado, a denúncia feita pelo Gaeco e divulgada ontem (10) já estava clara para a Polícia Civil e o inquérito serviu para incluir pessoas que foram denunciadas e foi base para o trabalho bem fundamentado do Ministério Público.
Ele ainda comentou como lidou com a pressão durante o inquérito, já que ficou público os pedidos de Crespo feitos ao governo do estado para que o delegado fosse destituído do cargo. De acordo com Carriel estas tentativas foram realizadas porque o prefeito cassado sabia que a quadrilha seria revelada com a investigação e isso tudo culminou com a cassação do mandato dele em 2019.
Todas as tratativas feitas e a corrupção praticada por Crespo tinha como objetivo garantir a reeleição dele, segundo a apuração feita pela Polícia Civil.
O ex-seccional ainda afirmou que há muitos fatos a serem investigados em outras secretarias e se a Seccional quiser investigar já tem o caminho inicial que foi deixado por ele na Operação Casa de Papel.
Ainda na entrevista, Carriel ainda comentou que não tem interesse em se candidatar a um cargo político.
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Cruzeiro FM
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