Jornalismo

Ministério da Saúde prepara rede pública para coronavírus e descarta 5 casos

O Ministério da Saúde realizou nesta quinta-feira (23), em Brasília, coletiva técnica de imprensa para esclarecer dúvidas sobre o vírus e informar as ações que a pasta tem tomado, junto à secretarias estaduais e municipais de saúde, além de outros órgãos, para um possível atendimento de caso suspeito no país.
Durante a coletiva, o ministro substituto da Saúde, João Gabbardo, destacou que a pasta vai continuar informando a sociedade brasileira conforme atualização da situação pela OMS. “O Ministério da Saúde tem obrigação de esclarecer e não gerar pânico desnecessário na população e estamos trabalhando junto com as secretarias estaduais com essa finalidade. A nossa rede laboratorial está preparada para realizar os testes e fazer os diagnósticos”, destacou o ministro substituto da Saúde.
Os representantes do Ministério da Saúde afirmaram que o nível de alerta é 1 (inicial) no Brasil, em uma escala que vai de 1 a 3. O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.
Julio Henrique Rosa Croda, secretário substituto de Vigilância em Saúde, afirmou que cinco casos suspeitos da doença no Brasil foram descartados. Os registros estavam sendo investigados em Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O coronavírus já matou 17 pessoas e infectou centenas em nove países. Além da China, há registros de casos nos Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul, Vietnã, de Singapura e a Arábia Saudita.
Diante dos casos de doença respiratória, o Ministério da Saúde instalou, nesta quarta-feira (22), o Centro de Operações de Emergência (COE) – Coronavírus.
O comitê tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil. Até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito no país. A pasta tem realizado monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019.
O COE é composto por técnicos especializados em resposta às emergências de saúde pública. Além do Ministério da Saúde, compõe o grupo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Evandro Chagas (IEC), além de outros órgãos. Desta forma, o país poderá responder de forma unificada e imediata à entrada do vírus em território brasileiro.
Para subsidiar os profissionais de saúde, o Ministério da Saúde atualizou o Boletim Epidemiológico com orientações em todas as áreas de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), além de deixar clara a definição de casos suspeitos, prováveis, confirmados e descartados.
É considerado como caso suspeito do novo Coronavírus, paciente com sintomas da doença, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Além disso, o paciente precisa ter viajado para área com transmissão ativa do vírus nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas. Até o momento, só há transmissão ativa do vírus na cidade de Wuhan, na China. As áreas com transmissão local serão atualizadas e disponibilizadas no site do Ministério da Saúde, no link: saude.gov.br/listacorona.
“É preciso esclarecer que a definição de casos é dinâmica, porque pode mudar a partir do contexto epidemiológico. No entando, até o momento, não há nenhum casos suspeito do novo coronavírus no Brasil”, informou o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Julio Croda.
O boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde traz ainda as recomendações de vigilância nos portos, aeroportos e fronteiras de todo o Brasil. Foram reforçadas as orientações para notificação imediata de casos suspeitos do novo Coronavírus nos pontos de entrada do país, além da intensificação da limpeza e desinfecção nos terminais, como prevê a Anvisa.
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de infecções respiratórias agudas. Entre as orientações estão: evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
Com informações do Ministério da Saúde
Edição – Alessandra Santos

Cruzeiro FM
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