Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas nesta terça-feira (7) durante tumulto no funeral do general iraniano Qassim Suleimani em Kerman (Irã), sua cidade natal, onde será enterrado após quatro dias de homenagens.
A informação foi dada por Pirhossein Koulivand, chefe da equipe médica de emergência do Irã, em depoimento dado a TV estatal. O tumulto ocorreu enquanto a procissão estava em andamento. O funeral do militar foi adiado. Imagens do tumulto circulam nas redes sociais.
Na segunda-feira (6), uma multidão se reuniu na Universidade de Teerã, onde o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, dedicou orações ao militar considerado herói iraniano, morto em ação dos Estados Unidos no Iraque.
De acordo com a TV estatal do país, a multidão foi formada por milhões de iranianos, que se alternavam entre explosões de tristeza e de fúria, com
gritos como “Morte à América!” e “Morte a Israel!”. Dentre a multidão, também estava presente o chefe do movimento palestino Hamas, Ismail Haniyeh.
Ao longo da caminhada, foram queimadas bandeiras dos EUA e de Israel, enquanto homens e mulheres pediam vingança pela morte de Suleimani.
Com informações do Jornal Cruzeiro do Sul
Edição – Alessandra Santos
Tumulto no funeral de Suleimani deixa ao menos 32 mortos no Irã
Iranian mourners gather around a vehicle carrying the coffin of slain top general Qasem Soleimani during the final stage of funeral processions, in his hometown Kerman on January 7, 2020. Soleimani was killed outside Baghdad airport Friday in a drone strike ordered by US President Donald Trump, ratcheting up tensions with arch-enemy Iran which has vowed "severe revenge". The assassination of the 62-year-old heightened international concern about a new war in the volatile, oil-rich Middle East and rattled financial markets. / AFP / ATTA KENARE