Jornalismo

PF realiza operação para coibir fraudes na concessão de aposentadoria

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (23) uma operação para colher provas da participação de advogados, contadores e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na prática de fraudes contra o Sistema Previdenciário. As fraudes possibilitaram que pessoas que não tinham tempo de contribuição suficiente recebessem a aposentadoria sem ter direito, depois de informarem vínculos de trabalho inexistentes.
“O prejuízo real causado pelas fraudes é da ordem de 55 milhões de reais, sendo que a estimativa de economia com a desarticulação do esquema criminoso, caso as fraudes não tivessem sido descobertas e as aposentadorias continuassem sendo pagas, é de 347 milhões de reais”, diz a PF.
Segundo as investigações, o esquema consistia no cômputo extemporâneo de tempo de contribuição fictício para aposentadorias, o que era feito por meio da transmissão de Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIPs) por meio de empresas inativas. “As GFIPs são utilizadas pelas empresas para o recolhimento do FGTS e para disponibilizar à Previdência Social informações relativas aos segurados, inclusive para comprovar o tempo de contribuição dos funcionários”, explicou a PF.
Depois de averiguar centenas de benefícios concedidos, a PF constatou que todos os requerimentos de benefícios que tinham indício de fraude estavam concentrados em um grupo de seis servidores. Segundo a PF, eles aprovaram as aposentadorias sem observar os requisitos previstos na legislação, como o período de carência e conferência dos documentos.
De acordo com a PF, os responsáveis pela inserção dos dados falsos nos sistemas do INSS e pela transmissão das GFIPs eram dois escritórios de contabilidade. Também foram identificados cinco advogados responsáveis pela captação de clientes e pela formalização dos requerimentos junto ao INSS.
“Todos os benefícios suspeitos serão revisados administrativamente pelo INSS e poderão ter seus pagamentos suspensos. Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, cujas penas variam de 2 a 12 anos de reclusão.
As investigações foram realizadas em conjunto pela Polícia Federal e pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Ministério da Economia, que compõem a Força Tarefa Previdenciária, com apoio do INSS.
Com informações da Agência Brasil
Edição – Alessandra Santos

Cruzeiro FM
Compartilhar

Notícias recentes

Ed Sheeran traz ao Brasil turnê de trabalho mais experimental

Vai ter “Shape of you”. E muitas novidades no novo show de Ed Sheeran no…

9 horas atrás

Comissão Especial da PEC da redução da jornada será instalada amanhã

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta terça-feira (28) que a…

11 horas atrás

BB lança boleto com Pix automático para pagamentos recorrentes

O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta terça-feira (28) uma nova ferramenta para facilitar o…

11 horas atrás

Polícia Militar prende traficante de drogas na rodovia Raposo Tavares em Sarapuí

Nesta terça-feira (28), policiais militares do 5º Batalhão de Polícia Rodoviária prenderam um traficante de…

12 horas atrás

Professor é afastado após denúncia de agressão contra alunos em escola de Tietê

Um professor da rede municipal de ensino de Tietê foi afastado após denúncias de agressão…

12 horas atrás

APAE Sorocaba promove estreia do filme “Eu, nasci…”, produzido e estrelado por atendidos da entidade

Produção desenvolvida no Laboratório Audiovisual convida o público a refletir sobre ancestralidade, memória e identidade…

13 horas atrás