Jornalismo

Depósito clandestino fornecia remédios às UPHs; Prefeitura rompe contrato

As Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) Norte e Oeste, em Sorocaba, deixarão de receber remédios do fornecedor investigado pela Polícia Civil. A informação foi confirmada pela Prefeitura e pelo Instituto Diretrizes, que faz a gestão das unidades. A distribuidora teve um depósito clandestino de medicamentos fechado pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).
A apreensão dos medicamentos foi feita pela Vigilância Sanitária, com apoio da delegacia especializada. Segundo a Dise, os materiais encontrados no armazém eram fornecidos para instituições públicas de saúde, incluindo as UPHs Norte e Oeste. A distribuidora também mantinha contratos com outras prefeituras do interior.
A Secretaria de Saúde (SES) informou que todos os eventuais produtos adquiridos desta empresa estão sendo identificados, por meio de conferência de numeração de lotes e notas fiscais. “Caso sejam produtos que necessitem de cuidados específicos de armazenagem, serão imediatamente inutilizados”, adianta a pasta.
O Instituto Diretrizes, por sua vez, garantiu ter feito o cancelamento do cadastro da empresa investigada. Além disso, também teria proibido a distribuidora de participar de novos processos de compras de materiais e medicamentos em todas as unidades que gerencia.
Durante apreensão, foram identificados remédios destinados às unidades de Sorocaba. Foto: Emídio Marques
O caso
A apreensão ocorreu após uma denúncia anônima e dois meses de investigação. Segundo a Dise, uma grande quantidade de medicamentos e insumos hospitalares foi encontrada em um imóvel localizado na rua Antônio Guilherme da Silva, no bairro Jardim Bandeirantes, na zona leste de Sorocaba.
No local os policiais encontraram uma espécie de armazém clandestino, onde os produtos estavam armazenados de maneira inadequada. Havia remédios de uso contínuo e controlado mantidos sem refrigeração, assim como medicamentos com data de validade vencida. Além disso, o dono do imóvel não apresentou as notas fiscais dos produtos.
Ainda conforme a Dise, o proprietário da residência e do suposto depósito clandestino fechado também possui uma empresa que comercializa medicamentos na cidade de Cajamar. Esta mantém contratos com vários clientes, incluindo órgãos municipais e unidades públicas de saúde em Sorocaba.
O proprietário da residência, que preferiu não se identificar, confirmou ao Cruzeiro do Sul a informação sobre o estabelecimento de Cajamar. Ele disse que o material encontrado no depósito de Sorocaba foi trazido de lá. Ele ainda assumiu que possuía contrato com o Instituto Diretrizes, que faz a gestão das UPHs Norte e Oeste em Sorocaba.
Com informações do Jornal Cruzeiro do Sul

Cruzeiro FM
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